quinta-feira, 4 de outubro de 2012

História da psiquiatria



Até o século XVIII, na Europa, os hospitais não possuíam finalidade médica. Eram grandes instituições filantrópicas destinadas a abrigar os indivíduos considerados"indesejáveis" à sociedade, como os leprosos, sifilíticos, aleijados, mendigos e loucos, ficando claro que eram lugares de exclusão social da pobreza e da miséria produzidas pelos regimes absolutistas da época. Na ocasião da Revolução Francesa, o hospital de Bicêtre, em Paris, era considerado uma verdadeira "casa de horrores" onde os internados, loucos em sua maioria, eram abandonados à própria sorte. O médico Philippe Pinel - um dos primeiros alienistas (como eram chamados os médicos que foram os precursores da psiquiatria) -, ao ser nomeado diretor daquele hospital, começou a separar e classificar os diversos tipos de "desvio" ou "alienação mental" que encontrava,com o objetivo de estudá-los e tratá-los. Foi deste modo que surgiu o hospital psiquiátrico, ou manicômio, como instituição de estudo e tratamento da alienação mental. O chamado "tratamento moral" praticado pelos alienistas incluía o afastamento dos doentes do contato com todas as influências da vida social, e de qualquer contato que pudesse modificar o que era considerado o "desenvolvimento natural" da doença. Desta forma, pressupunha-se que a alienação poderia ser melhor estudada e sua cura poderia ser atingida. Observando as diferentes denominações da loucura e do louco através dos tempos pode-se constatar que elas guardam uma relação com as idéias a seu respeito, como por exemplo: possuídos por espíritos, mania ou furor insano (Século V. AC- Euclides, Sófocles) sofrimento da alma, perda das Faculdades Mentais, louco, lunático, lelé, maniático, tança, vesano, demente, alienado, insano (Pinel, Esquirol).

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