sexta-feira, 2 de agosto de 2013
"Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado. Pessoas que mais amamos, são as que mais magoamos porque queremos que sejam perfeitas, e esquecemos que são apenas seres humanos. Nunca diga que esqueceu alguma pessoa, ou um amor. Diga apenas que consegue falar neles sem chorar, porque qualquer amor por mais simples que seja, será sempre inesquecível." — Mario Quintana
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Literatura
❝Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar. As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram ‘Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?’. Os abutres abrandaram: ‘Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!’. Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico. Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: ‘Maluca! Está querendo ser heroína!’. Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: — ‘Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem.’❞ - O Vendedor de Sonhos
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Livros,
Pensamentos
“Desejo a você: Cheiro de jardim. Namoro no portão. Domingo sem chuva. Segunda sem mau humor. Sábado com seu amor. Filme do Carlitos. Chope com amigos. Crônica de Rubem Braga. Viver sem inimigos. Filme antigo na TV. Ter uma pessoa especial - e que ela goste de você. Música de Tom com letra de Chico. Frango caipira em pensão do interior. Ouvir uma palavra amável. Ter uma surpresa agradável. Ver a Banda passar. Noite de lua cheia. Rever uma velha amizade. Ter fé em Deus. Não ter que ouvir a palavra não. Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança. Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado. Escrever um poema de amor, que nunca será rasgado. Formar um par ideal. Tomar banho de cachoeira. Pegar um bronzeado legal. Aprender um nova canção. Esperar alguém na estação. […]Uma festa. Um violão. Uma seresta. Recordar um amor antigo. Ter um ombro sempre amigo. Bater palmas de alegria. Uma tarde amena. Calçar um velho chinelo. Sentar numa velha poltrona. Tocar violão para alguém. Ouvir a chuva no telhado. Vinho branco. Bolero de Ravel. E muito carinho meu.” - Carlos Drummond de Andrade.
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Literatura,
Pensamentos
“Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo. Nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação. Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Celebrar nossa desunião. Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades. Vamos celebrar nossa tristeza. Vamos celebrar nossa vaidade. Vamos comemorar como idiotas, a cada fevereiro e feriado. Todos os mortos nas estradas: Os mortos por falta de hospitais. Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação. Vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos. Comemorar a água podre e todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros. Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo: Nosso pequeno universo. Toda a hipocrisia e toda a afetação. Todo roubo e toda indiferença. Vamos celebrar epidemias: É a festa da torcida campeã. Vamos celebrar a fome. Não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar. Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar o coração. Vamos celebrar nossa bandeira nosso passado de absurdos gloriosos. Tudo que é gratuito e feio: Tudo o que é normal. Vamos cantar juntos o hino nacional (A lágrima é verdadeira) Vamos celebrar nossa saudade, comemorar a nossa solidão. Vamos festejar a inveja, a intolerância, a incompreensão. Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira, e agora não tem mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração, de toda a nossa falta de bom senso: Nosso descaso por educação. Vamos celebrar o horror de tudo isto com festa, velório e caixão. Tá tudo morto e enterrado agora, já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção.Venha! Meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta. Chega de maldade e ilusão. Venha! O amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera. Nosso futuro recomeça.” - Perfeição, Legião Urbana.
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Letras de músicas
“Um dia, perguntei para o psiquiatra: sou bipolar? Ele me disse: de bipolar você não tem nada. Você é sincera e tem sentimentos intensos. E me explicou a origem da palavra sincera, que vem do latim e significa “sem cera”. Antigamente, carpinteiros e escultores usavam cera para disfarçar os defeitinhos de esculturas e móveis de madeira. Então, eles lixavam, passavam verniz e tudo ficava aparentemente perfeito e em ordem. O aspecto das peças era magnífico. Com o passar do tempo, do frio, calor e uso, a cera ia se desmanchando e os defeitos iam ganhando vida. Sinceridade é “sem cera”, ou seja, sem máscaras, sem retoques, sem querer ser o que não é. Achei bonita a explicação dele. E triste. Dói ser “sem cera”.” — Clarissa Corrêa.
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Pensamentos
" O que resta à minha volta
É tudo tão estranho, é tudo tão escuro
Estou sozinho aqui
Para juntar os pedaços do meu coração ... " ♥
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