sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Insônia

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Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos…
Tantos versos…
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê…
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto… Vem…
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta…
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada…
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo. - Fernando Pessoa
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O som do piano chora poesia, soletra sentimentos, aconchega passarinhos... Onde está? O som do piano só quer brincar. - Emanuelle Carbinatti

Memórias

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Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
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Ao som do telefone que tocou tarde da noite
Pedidos de rezas e forças...
De repente o vento forte
Havia quase arrancado
Aquela flor do seu canteiro.
E a chuva ousava interromper-lhe
A vida.
Entre Pai-Nossos e Ave-Marias,
O telefone tocou mais uma vez;
A voz em desespero disse:
- “Talvez o vento estivesse no sentido
Contrário das rezas. Elas não chegaram 
A tempo. A flor mais bela desprendeu-se
Deste mundão que urgia descobrir e multiplicar-se.
Foi-se com o vento e a chuva semear outros horizontes.”
Daqui deste lado da linha:
O coração teimava em descompasso;
O ar resistia adentrar o peito;
As palavras se esconderam;
Houve silêncio...
E choramos.

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Despedidas são como garfos arranhados em pratos. Reencontros carregam o desconhecimento de um novo dia. Entre um grito agudo e carnal, que atinge toda a atmosfera do corpo - e, por vezes, chega aos ouvidos alheios - e aquela turbulência fria e sufocante pela espera, pela ânsia espera do reencontro, que agride e atormenta todos os nervos... Pertenço à rara linha, àquela borda tênue que separa a saudade da despedida daquela outra, a saudade do reencontro. - Letícia Corrêa

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Vou desabafar.. Preciso desabafar, queria conversar com alguém mas não sei qual a pessoa certa para isso, talvez eu seja bem dramática, abuse da conotação e do sentido figurado mas eu realmente preciso desabafar. Já tem um bom tempo que eu não sei mais o que sorrir com a alma, sorrir com o coração, sorrir de verdade, eu tenho máscaras muito bem feitas e elaboradas para ser mostradas a sociedade. Não sei quem sou. Me perdi em meio a tantas máscaras. Meu pai não volta pra casa já tem oito dias, segundo a conta da minha mãe. Qual o problema dele? Arranja uma briga aqui em casa e simplesmente some? Não sabe resolver seus problemas? Ele não tem ideia do quanto eu saio machucada em toda essa história, ele não consegue enxergar as coisas que eu faço só para agradar, me esforço na escola, faço as coisas em casa e nada disso ele vê, sempre dou satisfação de onde estou, sou responsável e mesmo assim ele não mede as palavras quando vai falar mal de mim. Estou exausta... É, acho que é essa a palavra certa a se usar, estou exausta de ter um pai falso, um pai que me dá coisas materiais, eu prefiro ter um pai que converse comigo, que dê aqueles conselhos idiotas que eu nunca vou seguir do que ter um pai que me dê tudo o que eu quero. Estou cansada das pessoas ligarem aqui em casa e falar: "Bruna, seu pai é uma boa pessoa, ele sempre me ajudar quando eu preciso ou então, Bruna você pode falar tudo sobre ele mas quando você quer uma coisa ele vai lá e compra" que legal.. O problema é que o dinheiro não compra o que eu quero e sabe o que eu quero? Um pai de verdade.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dave Thomas - Dreams Of Effortless Flight

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Não deixe o amor passar.

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Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor. Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR. - Carlos Drummond de Andrade

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Bastaria as pessoas serem mais sinceras, honestas e humildes, que veríamos comportamentos maravilhosamente diversificados, personalidades espontaneamente interessantes, equívocos rapidamente resolvidos, decisões amplamente mais libertas, preconceitos instantaneamente eliminados e atitudes surpreendentemente menos egoístas.

Dave Thomas - Our Story

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mitologia: Electra

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Electra é a filha primogênita do Rei Agamemnon (herói grego da Guerra de Tróia) e da rainha Clitemnestra. Durante a ausência de Agamemnon na guerra, Clitemnestra torna-se amante de Egisto. Fim da a Guerra de Tróia, Agamemnon retorna à Grécia e é recebido por Egisto para um banquete. Era, na verdade, uma cilada e Agamemnon é assassinado a sangue frio por sua esposa e seu amante Egistus. Em seguida, os dois assassinos se casaram e Egistus tornou-se rei. Orestes, o jovem filho de Agamemnon, foi escondido por um parente em outra cidade, pois existia o temor de que Egistus o matasse. Electra, a filha, ficou em Argos, mas foi obrigada a casar com um velho camponês, uma forma de evitar que se unisse a algum guerreiro poderoso o suficiente para vingar a morte de seu pai. Um dia, enquanto Electra e seu marido camponês trabalhavam no campo, Orestes e seu amigo Pylades, chegaram disfarçados à fazenda. Escondidos, eles a ouviram cantando tristemente, lamentando-se por sua sorte e pela morte do pai. Nesse momento, chegou um mensageiro informando que haveria um festival em honra à deusa Hera e que todas as mulheres de Argos tinham que participar. Electra disse que preferia permanecer na fazenda, longe dos olhos piedosos das pessoas que conheciam sua vida pregressa. O mensageiro a aconselhou a honrar os deuses e a pedir por sua ajuda. Depois que o mensageiro se foi, Orestes e Pylades (disfarçados) se apresentaram a Electra dizendo-se amigos de Orestes. Ela acreditou neles e contou-lhes sua triste história. Também disse que tinha esperanças de que Orestes voltasse, mais cedo ou mais tarde, para vingar a morte de Agamemnon. Finalmente, Electra informou que Egistus havia oferecido uma recompensa pela morte de Orestes. O velho camponês encontrou-os conversando e convidou Orestes e Pylades para ficarem na fazenda, como seus hóspedes. No caminho para a casa da fazenda, o velho notou que haviam feito uma oferenda sobre a tumba de Agamemnon, deixando ali cabelos ruivos. Ele sugeriu a Electra que Orestes talvez estivesse na vizinhança. Electra, porém, disse que não existia a menor chance do irmão estar em Argos. Quando chegaram à casa da fazenda, o velho camponês reconheceu uma cicatriz na testa de Orestes. Electra, emocionada, finalmente descobriu que aquele rapaz disfarçado era seu irmão. Seguindo um conselho do velho camponês, Orestes decidiu atacar Egistus durante um ritual de sacrifício que o rei faria naquele dia. Determinada a matar também a mãe, Electra mandou seu marido dizer a Clytemnestra que havia acabado de dar à luz um bebê. Dessa foram, eles a atrairiam para a fazenda. O camponês partiu e os dois irmãos ficaram rezando, invocando a ajuda dos deuses para conseguirem cumprir sua vingança. Mais tarde, Orestes e Pylades foram saudados por Egistus quando passavam diante de seus jardins. Disseram a ele que vinham da Tessália e que estavam indo a um santuário, fazer um sacrifício a Zeus. Egistus contou-lhes que estava se preparando para um ritual em homenagem às ninfas, e os convidou a participarem. Durante o ritual, Egistus matou um bezerro e arrancou suas entranhas para ler a sorte. Orestes aproveitou o momento e enterrou um cutelo (faca de lâmina retangular) nas costas do inimigo, matando-o. Em seguida, Orestes revelou sua identidade aos servos, que tomaram o partido do filho de seu antigo mestre. Orestes carregou o corpo de Egistus para a casa da fazenda. Electra lançou suas pragas sobre o cadáver do assassino de seu pai e enterraram-no. Viram, então, que Clytemnestra estava se aproximando da casa. Orestes disse que queria matá-la, mas que tinha medo da fúria dos deuses caso cometesse esse matricídio. Electra, porém, estava determinada a ir até o final e incitou o irmão a não retroceder e realizar o crime. Clytemnestra entrou na casa, pensando que iria ajudar a filha com o recém-nascido, mas, lá dentro, encontrou a morte. Orestes matou-a a facadas. Castor e Polux, os dois filhos gêmeos de Zeus, irmãos da semi-divina Clytemnestra, apareceram para Orestes e Electra. Disseram compreender os sentimentos dos dois irmãos, divididos entre ódio e amor, orgulho e vergonha. Os gêmeos determinaram que Orestes devia entregar Electra para se casar com Pylades. Quanto a Orestes, que realizara os crimes, teria que ser perseguido pelas Fúrias durante algum tempo até purgar seu crime. Depois, seria julgado em Atenas e o resultado seria positivo: Orestes seria inocentado e voltaria a ser um homem livre.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

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Ela: Oi.
Ele: Posso sentar aqui?
Ela: A praça não é minha. A vida é tua.
Ele se senta.
Ele: Dia díficil, é?
Ela: Talvez.
Ele: Como?
Ela: Talvez.
Ele: Não. Digo, como assim? Talvez?
Ela: Gosto dessa palavra. Uso quando não quero responder ao que perguntaram.
Ele: Ah.
Ela deu um sorriso sarcástico.
Ele: Aposto que se eu fosse ele, sorriria pra mim.
Ela: Ele quem?
Ele: O cara que você ama.
Ela: Não amo um cara.
Ele: Eu sei que ama. Eu te entendo.
Ela: Hum. Sofre também?
Ele: O que?
Ela: Digo, sofre por amor também? Que nem eu?
Ele: Não...Por amor não. Pela falta dele, talvez.
Ela: Talvez?
Ele: É. Gosto dessa palavra. Uso quando não quero aceitar os fatos. Aprendi com uma menina a uns minutos atrás. Ela tem um sorriso lindo.
Ela: Como sabe do sorriso dela? Ela nem sorriu.
Ele: Eu aposto nisso. Ela ainda vai sorrir pra mim.
Ela: Acho díficil, ela tá tendo um dia díficil.
Ele: Eu não.
Ela: Ah, então ela te desafia.
Ele: E eu desafio ela a começar tudo de novo.
Ela olha pra baixo.
Ele: Oi, posso sentar aqui?
Ela sorriu.
Ele: Viu, eu disse.
Ela: O que?
Ele: Que você tinha um sorriso lindo

sábado, 17 de novembro de 2012

TCC

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The purpose of this research is to understand the relationship of the family/school the process of learning in the early years of elementary school. The family is the first reference and also the main responsible for intellectual and social development of the child. The relationship between family/school contributes to the performance of cognitive, emotional and physical skills and even avoid repetition and school evasion. For there to be a more effective partnership between parents and schools is necessary that the school becomes a place pleasurable and democratic that actually accepted the family as it is . Aims at verifying how the integration of the family can influence the process of learning and socialization. The methodology used in the research was qualitative, quantitative and through questionnaires intended for ten parents at a public school and ten parents of a private school, both located in the satellite town of Gama-DF, five public school teachers and five particular school teachers, also located in the city of Gama-DF. All questionnaires contained five objective questions on the topic. The research revealed that the relation family / school interfere much in school performance and consequently avoids the mishaps of learning and behavior and still makes the integration of the two most important institutions for social and intellectual development of the child.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sessão de Filmes

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A Casa das Almas PerdidasO Segredo da Cabana - A Aparição ♥

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Hey Bulldog - The Beatles

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Sheepdog. Standing in the rain, bullfrog doing it again. Some kind of happiness is measured out in miles. What makes you think you're something special when you smile? Child-like, no one understands, Jack knife in your sweaty hands, some kind of innocence is measured out in years, you don't know what it's like to listen to your fears. You can talk to me, you can talk to me, you can talk to me if you're lonely you can talk to me. Big man, walking in the park. Whigwam frightened of the dark, some kind of solitude is measured out in you, you think you know me but you haven't got a clue. You can talk to me You can talk to me, you can talk to me if you're lonely you can talk to me. Hey Bulldog - The Beatles

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Consciência Negra: Ellen Johnson

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Ellen Johnson Sirleaf, de 74 anos, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, fez história em 2005 como a primeira mulher eleita presidente na Libéria (África),  país saído de 15 anos de guerras civis. Ellen Johnson-Sirleaf, foi eleita presidente da Libéria em 2005. É a primeira mulher a governar um país africano. Sua vida é um exemplo de coragem e determinação. Estudou na Universidade de Harvard e em 1970 foi nomeada ministra da Fazenda pelo então presidente Willian Tolbert. Em 1985 foi condenada a dez anos de prisão por criticar publicamente, durante sua campanha ao Senado, os militares que governavam a Libéria. Logo após ser presa foi exilada, trabalhou como economista do Banco Mundial  e só retornou ao seu país em 1997, quando concorreu pela primeira vez à presidência e obteve 10% dos votos.  Em 2005, liderando o Partido da Unidade, voltou a concorrer e venceu no segundo turno o jogador de futebol George Weah. A Libéria foi fundada por ex-escravos libertados em 1847 nos Estados Unidos e a capital Monrovia é uma homenagem ao ex-presidente americano James Monroe. A eleição de Ellen aconteceu após 15 anos de guerra civil durante a qual morreram 250 mil pessoas de uma população de 3 milhões.Seus votos foram por mudanças, por paz e por segurança. Não é uma mudança qualquer, mas uma ruptura com o passado que nos permita resolver os problemas que durante décadas impediram nosso desenvolvimento”, disse a presidenta no seu discurso de posse. Conhecida em seu país como 'a dama de ferro', Sirleaf garimpou a maior parte do seu apoio entre as mulheres liberianas e a pequena elite com mais acesso à educação no país. A atual presidente, nascida em 1938, tem em seu currículo passagens pela ONU e o Banco Mundial, além de ter encabeçado o Ministério das Finanças da Libéria nos anos 1970, durante o mandato do então presidente William Tolbert. Durante seu governo, Johnson-Sirleaf pôs em marcha programas de educação para mulheres e criou um tribunal especial para casos de estupro - rompendo um tabu na política do país. Ela tem sido criticada principalmente por sua ligação com o ex-líder Charles Taylor, que se tornou um proeminente 'senhor da guerra' africano após o assassinato do ex-presidente da Libéria, Samuel Doe, e acabou se elegendo presidente do país. Em um depoimento na Comissão da Verdade e Reconciliação da Libéria em 2009, Sirleaf admitiu ter apoiado Taylor inicialmente, mas disse que foi ludibriada a crer que a guerra era necessária para causar uma mudança no país e por não manter as promessas a nível econômico e social e, sobretudo, por não se ter envolvido suficientemente na reconciliação do país. Sirleaf diz pretender continuar o trabalho de reconstrução da Libéria, considerando que o país tem "ainda um longo caminho a percorrer". Desde que assumiu funções, iniciou uma 'operação de charme' junto de instituições financeiras internacionais que a conhecem bem: economista formada em Harvard, com quatro filhos e oito netoso seu objectivo é acabar com a dívida e atrair investidores para a reconstrução do país, o que conseguiu em parte. A luta contra a corrupção e por profundas reformas institucionais na mais antiga República da África subsaariana, fundada em 1988 por escravos libertados dos Estados Unidos, esteve sempre no centro da sua ação política. Este combate, do qual resulta a alcunha "Dama de ferro", valeu-lhe ser presa duas vezes nos anos 1980, sob o regime de Samuel Doe. Mas a sua tarefa é difícil, devido aos escândalos de corrupção na Libéria e às profundas divisões que resultaram das guerras fratricidas que, de 1989 a 2003, causaram cerca de 250 mil mortos. O prêmio Nobel que lhe foi atribuído confirma a fama que Ellen Johnson Sirleaf tem no estrangeiro e constitui um impulso antes das eleições presidenciais de terça-feira, às quais se recandidata. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Heaven - Ailee

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Sorrio por você todos os dias, oro por você, pensando em você eu adormeço, abro meus olhos como se algo me chamasse até você. Me sinto protegida quando você está ao meu lado e me abraça você é meu paraíso .Você é meu único caminho apenas pra você, eu estou agradecida de poder estar ao seu lado, você me ensina sobre o amor neste mundo cruel, sou feliz com você quando estamos sozinhos. Se estamos juntos, nunca vamos chorar. Eu respiro em seus braços, nos beijamos abraçados quando escuto a sua voz, sinto que estou sonhando. O que eu posso dizer dos seus olhos? O que eu posso dizer do seu amor? Minha única pessoa é você que vai me proteger de qualquer tristeza ou dor, se eu estou com você não tenho medo de ninguém, pegue minhas mãos trêmulas.Você me ensina sobre o amor neste mundo cruel, sou feliz com você quando estamos sozinhos. - Heaven - Ailee

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

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‎"Claro que no namoro há brigas, e são benditas estas brigas porque mostram que são pessoas bem diferentes que tem arestas e estas arestas tem que ser polidas, mas se há amor, tudo vai se acertando, se perdoam, se reconciliam, retomam, Mas se o namoro já começa na cama, não há dificuldades, nem arestas, pois é claro, o biológico funciona, a atração física funciona, mas a afinidade espiritual é totalmente diferente é como se fosse o acelerador e freio de um carro, se você pisa fundo no acelerador da atração física nesta hora, a afinidade espiritual retrocede e não caminha, mas pelo contrário se freia na atração física a afinidade espiritual caminha." - Padre Léo

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Jordin Sparks - One Step At A Time

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Apresse-se e espere, tão perto, mas tão longe, tudo o que você sempre sonhou está perto o suficiente pra você provar mas você não pode tocar. Você quer mostrar para o mundo, mas ninguém sabe o seu nome ainda, você se pergunta quando, onde e como você vai fazer acontecer você sabe que pode, se você tiver a chance. Na sua cara, e as portas estão batendo agora você está se sentindo mais e mais frustrado e você está ficando muito impaciente esperando. Nós vivemos e aprendemos a dar um passo de cada vez não há necessidade de correr é como aprender a voar, ou se apaixonar vai acontecer quando tiver que acontecer aí nós descobrimos por que um passo de cada vez. Você acredita, e você duvida, você está confuso, você tem tudo se encaixando, tudo aquilo que você sempre desejou poderia ser seu, deveria ser seu, seria seu se ao menos eles soubessem.  Quando você não pode esperar mais não há um final à vista é a fé que te faz mais forte o único jeito de chegarmos lá é dando um passo de cada vez. Nós vivemos e aprendemos a dar um passo de cada vez não há necessidade de correr é como aprender a voar, ou se apaixonar vai acontecer quando tiver que acontecer aí nós descobrimos por que um passo de cada vez. - Jordin Sparks - One Step At A Time