Hoje eu to chateada. Então se realmente tiver alguém que vem no meu blog, essa postagem aqui não precisa ler. Não tem nada não se você ler, mas não precisa. Só estou desabafando. Tem horas que a gente cansa, né? Dessa vez eu não vou falar de namoro e muito menos de amizades... Na verdade, vou falar de amizade sim, mas não aquela amizade de colégio ou da rua e sim daquela amizade que a gente tem em casa, ou deveria ter.. (Vou falar do meu pai e da minha mãe). Minha mãe não é minha amiga, minha mãe se afastou de mim de um jeito tão.. Nem sei explicar. É tão estranho, pois eu não consigo contar nada pra minha mãe, não consigo desabafar com ela, não consigo falar nada além de bom dia, oi, ou coisas que geralmente se fala para não ser mal educado. Minha mãe está estudando que nem louca pra um concurso público, eu entendo isso. Mas o que custa tirar uma hora do dia dela pra vir conversar comigo? Estou em constante mudança e a pessoa que mais deveria saber sobre o que está acontecendo comigo e na minha vida é ela. Mas o que ela sabe sobre mim?
Nada. Antigamente ela dizia: Quem mais te conhece no mundo sou eu. Ela estava certa,
estava. Pois agora nada mais ela sabe sobre mim. E ela nem se importa. Eu vou conversar com ela e ela não para de ler o que está lendo, nem olha pra mim. Eu tenho coisas pra contar pra ela, tenho segredos, tenho medos e preciso contar pra pessoa que eu sei que nunca, jamais me abandonaria. Mas não. Todos eles estão guardados. E pelo que me parece, vão continuar guardados,porque a cada dia que passa estamos nos afastando mais. Se preciso de ajuda em algum dever, ela não me ajuda. Se preciso de alguém pra desabafar, ela não está mais ao meu lado pra me ouvir. Se preciso de uma amiga, ela não está por perto. Mas sempre que ela precisa de ajuda, ela vem atrás de mim. Não parece aquelas amigas falsas que só lembram de você quando precisa de um favor seu? Pois é. Mas enfim, não vai mudar nada. Até porque do jeito que ela está provavelmente nem isso aqui ela vai ler.
Agora, vamos falar sobre o meu pai. Puta que pariu, eu tenho um ódio tão grande pelo meu pai, tão grande, que eu não suporto ficar nem no mesmo lugar que ele, odeio as manias dele, odeio o jeito dele, odeio a voz dele, odeio o jeito que ele respira... Odeio afirmar que parte do que eu escrevi é mentira. Ou não. O fato é que:
Eu sinto falta do pai que eu tinha há uns 11 anos. Sinto falta de fazer as coisas com ele como por exemplo: Jogar bola, jogar vídeo game, assistir filme, trabalhar com ele, ir no médico, ouvir música. Nossa, eu lembro que quando a gente jogava bola, ele sempre jogava a bola forte e me machucava, mas eu parecia um cachorro que parece que quanto mais você bate e briga com ele mais ele fica perto de você. Lembro que ele dobrava a manga da minha blusa. Lembro que nós dois tínhamos um tênis igualzinho, esse
aqui. Lembro de tantas coisas... Mas hoje em dia, tá tudo diferente, meu pai não fala mais comigo, parece que me odeia, não suporta nem a minha voz. Não gosta de ficar no mesmo lugar que eu. Reclama de tudo. Me xinga. Briga comigo. Gosta de ficar me comparando com pessoas que não tem exatamente nada a ver comigo... Eu posso não ser a melhor filha do mundo, não sou mesmo. Vocês não precisam conversar comigo pra saber disso. Mas se vocês conversassem comigo, saberiam que eu tenho tanta coisa pra falar.
Talvez eu possa até morrer por causa disso. Eu sinto falta de vocês. Sim, dos dois. Não gosto de me sentir assim. Não gosto de sentir como se eu fosse uma intrusa em uma casa onde eu fui tão desejada. Não aguento mais isso...